sábado, 22 de setembro de 2007

Preparando-nos para mais


Eu estava procurando aquele clipe antológico do treinamento do Rocky IV que iria fazer alguns de nós rolar lágrimas nos olhos, mas não encontrei DVDs à disposição, aluguei o DVD Rocky Balboa arriscando que teria uma cena de treinamento bonita dessas e acabei acertando. Uma cena dessas é realmente bem bonita, mostra a determinação de quem está querendo chegar a algum lugar.
É o tipo de determinação que encontramos em Paulo, veja o que ele escreveu para a igreja dos Filipenses:
"Não que eu já tenha obtido tudo isso ou tenha sido aperfeiçoado, mas prossigo para alcançá-lo, pois para isso também fui alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus. Todos nós que alcançamos a maturidade devemos ver as coisas dessa forma, e, se algum aspecto vocês pensam de modo diferente, isso também Deus lhes esclarecerá. Tão somente vivamos de acordo com o que já alcançamos" (Filipenses 4:12-16)

Quando a gente olha para essas imagens, gostaria de perguntar: O que nos ambiciona? O que nos faz acordar de manhã para fazer algo diferente? Paulo já tinha um senhor histórico de vida quando escreveu estas palavras, mas se achava bem incompleto, ainda no meio do caminho, mas caminho para onde? E a resposta todo mundo que segue a Jesus já sabe, que tipo de pessoa Deus está chamando para você ser em Jesus Cristo? Certamente já vimos alguns exemplos de amor, serviço, amizade, liderança que nos tocam e é para isso (e muito mais) que Deus nos chamou e nos chama dia a dia.
Mas o que fazer para chegar lá? Pelos exemplos que a gente tem, não tem como nos desviarmos de um empenho semelhante ao vídeo acima, não para praticarmos mais exercícios físicos, mas para submeter o corpo à vontade de Deus, gostaria que você consideresse em sua vida as disciplinas espirituais, por que será que Jesus se retirava para um tempo a sós, para um tempo em silêncio, para a oração? Presume-se que Jesus como homem se preparava com tudo isso para um dia realmente cheio.
As disciplinas não são um meio para conseguirmos os favores de Deus, mas o de alcançarmos fazer o que não conseguimos de forma normal.
Agora imagine uma comunidade adotando ritmos de vida mais comuns através da leitura e meditação da palavra e oração (só para começar), uma comunidade que começa a se encorajar entre si os atos de serviço, segredo e misericórdia que a Bíblia nos leva a praticar. E é isso que eu proponho.
Quando Paulo falou de pessoas na igreja chamadas para ser Apóstolos, Profetas, Evangelistas, Pastores e Mestres, não chamou para as estas pessoas serem expostas no pedestal, mas para que o corpo inteiro fosse edificado (Carta para os Efésios 4:10-12), e é para isso que eu oro que cada um de nós cresça e assista um ao outro para uma comunidade realmente impactante no nosso meio.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

A parábola das sementes

Refletimos na parábola que Jesus contou sobre as sementes plantadas em quatro lugares diferentes, essa passagem é narrada no capítulo 13 do evangelho de Mateus do primeiro versículo até o versículo 23.
Jesus explicava sua verdade através das parábolas, seu objetivo era ensinar valores e princípios de espiritualidade através de estórias tiradas do cotidiano. O significado básico é comparar as verdades do reino com os fatos que as pessoas vivim no dia a dia. É interessante notar que Jesus não explicava sua doutrina através de discursos explicando o reino detalhadamente, ele contava as parábolas e permitia que as pessoas concluíssem por si mesmas a sua mensagem.
As primeiras sementes foram lançadas à beira do caminho, mas foram rapidamente comidas pelas aves; em seguida, as sementes foram lançadas em um terreno pedregoso, as sementes brotaram, mas secaram quando saiu o sol, as raízes não tinham a menor profundidade; as outras cairam entre alguns espinhos que sufocaram o crescimento destas e finalmente as últimas caíram em boa terra e produziram muito.
Em seguida, Jesus explicou o que queria dizer:
  • As sementes que caíram à beira do caminho são comparadas àqueles que ouvem e não compreendem, apresentam uma espiritualidade adolescente, ficam com Jesus, ficam com uma espiritualidade oriental, ficam com outro etc
  • As sementes que caíram no terreno pedregoso são comparadas àqueles que ouvem com alegria, mas desistem diante das dificuldades, a fé perde sua lealdade à medida do desgaste das emoções, do encantamento e o surgimento de algumas dificuldades
  • As sementes que caíram entre espinhos são comparadas àqueles que ouvem, mas são distraídos por outros desejos, sua lealdade a palavra é trocada por preocupações e ilusões
  • As sementes que caíram em boa terra são comparados àqueles que ouvem, compreendem e desejam ser leais, apresentam vida, maturidade, incondicionalidade e serviço

  • A Bíblia, antes de ser um livro, é uma pessoa, a segunda pessoa da Trindade, Jesus. O Espírito Santo é o único quer pode gerar em nós desejo pela palavra e lealdade à palavra.
    Para Refletir e Praticar:
    Que tipo de solo representa melhor o seu coração no atual momento de sua caminhada?

    sábado, 25 de agosto de 2007

    Tirando as máscaras

    Transparência - Desejando tirar as máscaras, sem mais se esconder
    Emerging Grace blog

    O Roberto nos lembrou a história de Lucas 7, Jesus foi convidado por um fariseu para um jantar, não que o fariseu estivesse interessado em ouvir o que Jesus tinha a dizer, mas porque a pessoa de Jesus era o must na sociedade israelita da época. E o fariseu deixou isso muito claro recebendo Jesus sem a menor questão de mostrar alguma gentileza praxe da época, o fato ficou mais claro quando apareceu uma prostituta lavando os pés de Jesus com suas lágrimas, enxugando com seus cabelos e fornecendo-lhe o perfume usual de uma refeição comum. O contraste aumenta não só com os costumes que a prostituta ofereceu mas por sua condição, ela sabia quem era ela e sabia também quem era Jesus, e chegou a ele não para aparecer, mas constrangida por sua santidade e pela oportunidade do perdão de seus pecados.
    Em um mundo em que somos tratados conforme as conveniências que podemos promover, somos educados dia a dia a andar com as máscaras e códigos que nos distanciam cada vez mais da pessoa que realmente somos. Em um momento que nos definimos como uma resposta de Deus a esse mundo, precisamos definir comunidade também como o lugar em que podemos tirar todos nossas máscaras, sermos nós mesmos e nos fortalecermos com o amor genuíno e sem interesses que Deus nos alimenta.

    segunda-feira, 13 de agosto de 2007

    O que é comunidade?

    Encontrei uns pôsteres circulando pela blogosfera muito interessantes feito pela Emerging Grace, estes pôsteres tem definições bem interessantes a respeito de igreja missional.
    Quero compartilhar um ítem aqui que espero refletir bem o nosso momento:

    COMUNIDADE
    Peregrinando juntos com um propósito missional comum

    domingo, 15 de julho de 2007

    Festival das Cerejeiras

    Redação da Made in Japan
    Começa hoje, o III Festival das Cerejeiras no Horto Florestal (Parque Estadual Alberto Lofgren), o festival é realizado no Arboreto 500 anos, quando fomos para lá, no ano passado, não tínhamos a menor idéia que o Horto tinha um Arboreto daqueles, mas não se preocupe, por causa do festival das Cerejeiras, o Arboreto é bem localizado: é um jardim onde foram doadas diversas árvores e acabou se constituindo um trajeto bastante agradável.
    Por causa das Cerejeiras que florescem nessa parte do ano, em uma altura do trajeto, o cenário é incrível! Muito claro e muito rosa, realmente muito bonito.
    O festival vai até o dia 29, e o arboreto abre às 9:00 e não se esqueça de levar sua máquina fotográfica.

    O primeiro milagre de Jesus

    O evangelista João, para mostrar que Jesus era o Filho de Deus (João 20:30-31) e que merecia nossa fé, inaugura o ministério público de Jesus com um milagre, o qual testemunhou como o primeiro de seu trabalho (João 2:1-11).
    Foi em uma festa de casamento, em uma dada hora o vinho acabou, e sua mãe, Maria, recorreu a ele para ver se ele poderia fazer alguma coisa à respeito.
    Pra gente entender melhor a circustância desse milagre, é bom a gente entender que a partir do momento que uma menina nascia em uma família, o pai já começava a preparar seu casamento, desde então começava a guardar vinho em casa para o grande dia, como a festa do casamento durava vários dias, o pai liberava o vinho mais antigo nos primeiros dias e ia liberando os mais recentes quando os convidados não conseguiriam mais distinguir um sabor do outro. Por causa dessa preparação, a falta de vinho poderia sinalizar um pai irresponsável em não mensurar a festa que sua filha teria e não se preparar o suficente para este dia, além disso, a noiva seria falada nas fofocas (esse negócio é realmente muito antigo) como a mulher que faltou vinho na festa dela.
    Parece que o sentido prático do primeiro milagre de Jesus está em livrar os amigos de pagar um enorme mico, interessante notar que a primeira manifestação sobrenatural de Jesus não estava em salvar a vida de alguém, mas tirar amigos da vergonha. Primeiro sinal de que não precisamos segregar nossas preocupações em coisas mais nobres que Deus poderia participar e coisas menos nobres que eu mesmo me viro.
    Outra coisa interessante foi ver que Jesus pegou a água cerimonial para torná-la em vinho, praticamente ele tomou um símbolo religioso e o utilizou para promover mais festa para os convidados, outro sinal de que a perspectiva de Jesus estava longe de separar o que era religioso e o que não era.
    Bom sinal para se perguntar se todos os esforços que se fazem para definir o que é sacro e o que não é vieram de Jesus, a vida é sagrada para Jesus e tudo o que há nela é foco do que podemos dividir com Deus na nossa caminhada.

    domingo, 1 de julho de 2007

    You (Você)


    Tivemos uma reflexão do Nooma You (Você), quando somos apresentados às circustâncias que rodearam a igreja cristã no seu início, perguntamos: "O que faz a fé cristã tão especial? O que ela tinha de única?". Falar de alguém que tinha vindo ao mundo por um nascimento virginal, fez milagres e ressuscitou não era tão inédito, os romanos tinham um deus com uma estória bem semelhante; falar de alguém que era chamado filho de Deus e estava à direita de Deus era falar também de um imperador romano que tinha o mesmo discurso.
    "Esses primeiros cristãos crêem que a ressurreição de Jesus tinha implicações para o universo inteiro. Sua tradição dava a eles a visão de um mundo fragmentado e desesperadamente necessitado de um ajuste e que em algum ponto no futuro, Deus iria ajustar tudo novamente. Para eles, essa restauração futura não tinha nada a ver em deixar o mundo; tinha a ver como a renovação desse mundo... Eles viam a ressurreição de Jesus como o início desse movimento universal de restauração do mundo"

    De fato era uma mensagem que entrava em conflito com a pax romana, enquanto o imperador invadia as regiões e se proclamava senhor sobre as regiões querendo estabelecer um novo equilíbrio mundial à força, os cristãos promoviam encontros semelhantes ao que Roma impunha (ekklesias) para proclamar que Jesus era o senhor e promover essa restauração através do amor, generosidade e serviço. Entre uma mensagem de paz pela imposição política e a mensagem de paz através de atos de amor, o que você preferia?
    É irônico encontrar igrejas com uma mensagem cristã, mas com um teor de domínio, política ou imposição enquanto vemos que o que tornou o cristianismo universal, foi o serviço ao mundo.
    "E isso tem uma dimensão pessoal bem profunda: Jesus salvou a mim, salvou a mim dos meus pecados, dos meus erros, do meu orgulho, da minha indiferença ao sofrimento desse mundo. Do meu cinismo e desespero, a fragmentação que vejo no mundo ao meu redor é um reflexo da fragmentação da minha própria vida... e a parte mais bonita é ver que pessoas como eu e você, quebradas, fracas, vulneráveis somos convidados a ser os pés e as mãos de Jesus que nos ama exatamente como somos, e nos ama ao ponto de querer nos tirar dessa situação"

    As pessoas olhavam para a comunidade e viam Jesus presente, eles eram a prova de que Deus não tinha abandonado o mundo e por isso tinha levantado aquela comunidade. O evangelho era personificado em cada pessoa.
    Nosso convite não é somente a participar da comunidade, mas a ser testemunha da ressurreição de Jesus e personificar o evangelho através de uma vida convertida a atos de amor e generosidade, a ser essa boa notícia que Jesus trouxe a esse mundo.
    - Quais as implicações reais da ressurreição de Jesus à sua vida? Com que palavras você expressaria essas implicações?
    - Se as pessoas nos virem como gastamos nosso tempo, como gastamos nosso dinheiro, o que amamos, quem amamos, você acha que eles veriam em nós que Jesus ressuscitou dos mortos?

    domingo, 17 de junho de 2007

    Superman - O Retorno

    Nesta Sexta, o Roberto nos mostrou várias pontes que o filme Superman, o retorno, mostra da nossa cultura à História de Deus.
    Dentre as várias perguntas que se levantam a respeito de se utilizar um filme para reconhecer o que a Bíblia fala, temos várias respostas também. Porém, sem querer fazer um tratado a esse respeito, acreditamos que a arte, incluindo as estórias que são contadas no mundo, refletem o interior dos artistas que as promovem e do povo que é representado pelo artista, por isso, nada melhor que levantarmos essas pontes para se aproveitar delas para mostrar o que Deus tem para cada um de nós, assim como Jesus fazia com as parábolas. No meu post a esse respeito em meu blog falo um pouco mais sobre isso.
    O filme fala da volta do Superman depois de bastante tempo ausente de Metrópolis, e mostra um misto de reações entre o povo que vibra com a sua volta e a repórter Lois Lane, que se tinha se tornado bastante cética a respeito da sua necessidade como salvador da humanidade. A esse ceticismo, Superman responde que embora ela não reconheça a necessidade de um salvador para o mundo, ele, que consegue ouvir as vozes do mundo inteiro, ouve a todo o momento as pessoas clamando por um salvador. Me faz lembrar Jesus quando olhava para o povo e via como ovelhas que não tínham pastor.
    O Roberto destacou também as palavras do pai do Superman, que, de uma forma até bem calvinista, detalha a natureza das pessoas do planeta Terra como pessoas que querem fazer o bem e não conseguem, e define a missão do Superman, seu único filho, como um líder que motive e modele o povo a fazer o que é bom. A Bíblia mostra Jesus como a luz do mundo, e nós, que à medida que abraçamos seu evangelho, como refletindo sua luz quando falamos da sua mensagem aos outros e ensinamos esse evangelho.
    Finalmente, temos o papel do Lex Luthor, a quem o Superman vê como uma distorção doentia a respeito do que seria bom, que manifesta o desejo de promover a divisão do poder que o Superman tinha para as pessoas, mas ter uma remuneração desse trabalho. Como na queda do homem, quando o diabo prometeu que o Adão e Eva seriam como deuses se desobedecessem ao que Deus havia falado, depois disso, o diabo não estava mais sozinho em caminhar contra Deus, ele ganhou seguidores.
    O Mundo precisa de um salvador, foi por isso que Jesus veio, para ser um exemplo do que significa ser gente, mas muito mais que isso, para ser seu Deus, para salvar-nos de nós mesmos e manifestar essa luz que está acessível a todo mundo.

    sábado, 26 de maio de 2007

    Check list para missão...

    "O homem de quem haviam saído os demônios suplicava-lhe que o deixasse ir com ele; mas Jesus o mandou embora, dizendo: 'Volte para casa e conte o quanto Deus lhe fez'. Assim, o homem se foi e anunciou na cidade ineira o quanto Jesus tinha feito por ele. (Lucas 8:38,39)

    Essa é a conclusão de quando Jesus curou um maluco que vivia pelado no cemitério com uma multidão de demônios. Ele estava curado, convertido e queria andar com Jesus, e Jesus o mandou para missão sem sequer ter alguma classe de catecúmenos decente, nem assistir a alguma aula de escola dominical nem sequer ter algum treinamento intensivo com alguns dos discípulos de Cristo!
    Um exemplo desses parece me falar que nunca é cedo demais para ir à missão, talvez possa se chegar à um ponto de ser tarde demais no entanto. É interessante notar que muitos de nós que crescemos na igreja e crescemos assimilando bastante informação nas Escolas Dominicais não somos capazes de dar um testemunho decente a ponto de fazer o movimento do reino se multiplicar pelos grupos pequenos, grupos de jovens etc... Parece que sempre precisamos de algo mais, no entanto, o que vemos é que já temos tudo o que precisamos para a missão que Cristo nos deu, nosso checklist para a missão já está todo preenchido, não há mais nada o que esperar.
    Na conferência em que estive da Mosaic, eles apresentaram um de seus valores personificado como o vento, representando o Espírito que sopra aonde quer, e o lema é que a missão É o motivo da igreja existir. Não há como imaginar alguém se integrando à igreja que não esteja integrada à sua missão.
    Que Deus nos faça enxergar a nós mesmos como pessoas em missão onde quer que a gente esteja, a partir de já.

    quinta-feira, 29 de março de 2007

    Pedras no caminho... O relativismo


    Lucas 15
    Uma parábola da espiritualidade cristã
    "O filho mais novo"

    “Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente”. (Lc.15:13)
    Henry Nouwen diz que a primeira fase que experimentamos em nossas vidas, é a experiência de ser o filho mais novo. É a fase, ou as fases da vida, caracterizadas por intensa atividade, acompanhada de profunda frustração, solidão e vazio. Apesar do reconhecimento, do sucesso, da popularidade, das conquistas, essa fase da nossa vida é marcada por cansaço e pela sensação de se sentir sem um lar. É quando pedimos para “sair” de casa.
    Pedir para sair de casa em outras palavras é romper com a nossa própria história, com a nossa origem, com a nossa paternidade, com os nossos valores. A conversa entre o filho mais novo e o seu pai poderia ser assim descrita:

    Pai: Filho eu te ofereço amor
    Filho: Mas eu quero, desejo, experimentar o medo
    Pai: Conviva com os seus limites e vulnerabilidades
    Filho: Eu prefiro o poder e a manipulação
    Pai: Faça como seu irmão mais velho, Jesus. Deixe suas dores e feridas lhe transformar em um curador ferido
    Filho: Eu prefiro o sucesso, a individualidade
    Pai: Olhe para a relação que seu irmão, Jesus, tem comigo, com o Espírito Santo e com os seus irmãos
    Filho: Obrigado, prefiro a funcionalidade à vida comunitária. Prefiro o gosto do empreendedor de sucesso ao abraço fraterno e inútil.

    ORAÇÃO: Deus me ajude a perceber que não há outro lugar além de ti onde eu possa encontrar a verdadeira realização. Livre-me de sair de casa em busca do nada. Mas se sair, que eu nunca me esqueça do seu abraço que me aguarda.

    Roberto Ferreira

    domingo, 11 de março de 2007

    Precisamos de uma nova igreja?


    Você está convidado

    terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

    Por uma Páscoa com significado

    Ontem fui ao mercado e vi que já estão se preparando para a Páscoa, já estão preparando aquelas grades para preparar os tetos com ovos de chocolate. E você, qual sua preparação para a próxima Páscoa?
    Tenho visto alguns exemplos interessantes de comunidades que estão aproveitando o período de Quaresma para dar um significado especial para a Páscoa, vi que o dia de cinzas assim como o período da quaresma vem de muito tempo na história da igreja cristã, infelizmente muitos dos protestantes tem ignorado essa tradição para se diferenciar históricamente da igreja que reformamos.
    E digo infelizmente por causa dessa oportunidade que esse período pode trazer, tá certo que santificação é todo dia, tá certo que a busca a Deus deve ser diária, mas que tal tomarmos os próximos dias até a Páscoa para refletirmos a respeito de nós mesmos, no quanto estamos realmente santificando todo dia, ou o que temos provado com nossa vida o significado de ser cristão, ou o que significa o sacrifício de Jesus por nós, ou também no quanto nossa vida tem sido semelhante a Jesus. Há muito o que pensar.
    Com a correria do todo dia, acabamos vivendo no automático com tantas coisas na cabeça, que às vezes nem paramos para pensar em tudo isso. Por isso que estou propondo retomar essa oportunidade interessante, emprestei de um outro blogueiro um plano de leitura bíblica dos quatro evangelhos até a páscoa, criei um blog para auxiliar-nos nesta leitura e abri um espaço ao lado no blog (O Desafio da Quaresma) atualizando-o das leituras do dia e das mensagens postadas nesse blog. Vou enviar à comunidade esse plano em um documento do Word e a quem mais me pedir nos comentários.
    Convido você a caminhar comigo na leitura dos evangelhos como ponto inicial, dedique alguns dias com algumas disciplinas espirituais e se permita algumas surpresas de fazer muito mais do que você tem feito na sua vida cristã. Você vai ver o quanto essa Páscoa será especial, e é isso que desejo a todos nós.

    sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

    Paixão e impulso

    "O Reino dos céus também é como um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma pérola de grande valor, foi vendeu tudo o que tinha e a comprou" (Evangelho de Mateus 13:45 e 46)

    A gente estava conversando sobre compras de impulso, aquelas que os marketeiros colocam produtos estratégicamente ao nosso alcance para despertar o desejo em uma hora que nossas defesas estão baixas para não resistir ao impulso de levar o produto para casa. Tem gente que até carro já levou por impulso!
    Acho que essa passagem ilustra uma compra de impulso maior do que o cara que comprou um carro enquanto a esposa esperava na fila na frente do stand, ele viu que a pérola era valiosíssima, talvez possa ter pensado que não teria outra oportunidade de ter uma pérola de tal valor, e despertou-se o desejo, talvez sua respiração possa até ter aumentado, o coração bateu mais forte, ter aquela pérola valeria toda a riqueza que acumulara até então.
    E Jesus comparou essa oportunidade ao Reino, à medida que o Reino está ao nosso alcance, a oportunidade é realmente inestimável, todo nosso esforço em seguir a Jesus valeria a pena. Essa nova realidade do Reino tem o valor de levar tudo aquilo que a gente tinha e era ao ocaso. Valeria a pena a ofegância por ele, valeria a pena perder o sono por ele. O Reino é mais do que tudo aquilo que a gente poderia ter e alcançar.
    Uma outra coisa interessante nesse processo do merchant é sua reação, foi algo imediato, foi uma reação desmedida, apaixonada. Nosso crescimento em um ambiente protestante nos fez mais contidos, mais racionais. Só que infelizmente, as ações domadas e racionais não fazem heróis nem geram fatos históricos. O Reino é feito de passionalidade, precisamos resgatar nossa paixão pelo Reino, começar buscas apaixonadas pela Palavra, uma vida apaixonada de adoração, uma comunidade apaixonada pelo Reino, que só Deus sabe o que pode ocorrer.
    Já vibramos por muita coisa que não vale 1% do nosso tempo, mas o Reino vale.
    Minha oração é por uma comunidade apaixonada que tenha ações passionais pelo Reino em nosso bairro.

    sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

    Trees - Árvores

    Nesse nosso reencontro, refletimos a respeito do Nooma: Trees (Árvores), a pergunta que Rob Bell abre esta meditação como em um mundo de tantas coisas boas vieram a conviver com tanta tristeza e dor? O pastor vai ao livro de Gênesis e conta a história de como Deus criou o homem, a mulher após ter criado o mundo, Deus deu a eles um trabalho significativo de se associar a ele em cuidar desse mundo, havia uma árvore no meio do jardim que era a árvore do conhecimento do bem e do mal e lhes colocou as condições, que eles poderiam viver da forma que quisessem, ou da forma que Deus acharia melhor, a escolha era deles, mas não só deles, a escolha ainda é nossa.
    Aí vamos até Apocalipse, onde Deus fala que torna todas as coisas novas, dá a cura às nações e nos permite ver uma eternidade onde todos se enterão, participaremos com Deus no cuidado desse mundo o qual também terá uma árvore.
    A nova pergunta que surge é: se somos um ponto pequeno entre estas duas árvores, qual o propósito de tudo isso?
    O pensamento religioso tem promovido como se vivêssemos um pedaço de existência hoje e tudo começaria do zero algum tempo depois, seja por reencarnação, seja por uma existência completamente nova em outro mundo etc. Restaria a nós desejar e esperar que um novo dia chegue para que as coisas recomecem algum dia. Mas o ensinamento de Cristo é mudarmos nossa vida hoje, vivermos a fé hoje e provarmos a beleza que Deus espalhou nesse mundo entre as coisas e as pessoas.
    "Vivemos entre as árvores em um mundo cheio de Deus"
    Alguns vêem a fé como um seguro de que nada mal vá acontecer após a morte ou a uma sala de espera para um próximo lugar, o que parece tirar o sentido dessa vida que vivemos agora. Mas para o que serve uma fé que não nos ajuda a viver hoje e não nos permite entender o momento que vivemos agora?. Os seguidores de Jesus são aqueles que trabalham para um mundo para o qual Deus pretendeu que fosse, um seguidor de Jesus nunca vai deixar de viver.
    A gente tem aquela mania de esperar que tudo se arranje quando alguma coisa acontecer, já ouvi muita conversa de "quando o avivamento chegar ai...", mas as palavras de Cristo é de mudança da nossa vida hoje, não há o que esperar.
    Que sejamos o tipo de pessoas que estão plantando as árvores do paraíso que Deus já está preparando.

    Plantando a semente

    Nesta sexta-feira, reiniciamos nossos encontros. Foi um momento muito especial afinal, depois de merecidas férias, nos reencontramos e pudemos estabelecer algumas metas para o futuro.
    Ao pensar em algumas músicas para refletirmos, pensei no texto de Eclesiastes 11.7-10 e 12.1-8, quando o sábio reflete sobre sua existência, tudo que adquiriu e desfrutou. Leia o texto, medite nele e, se puder, leia o livro Quando tudo não é o bastante, do rabino Harold Kushner. Sem combinarmos, acredito que a idéia combinou muito com o vídeo que assistimos do Nooma (breve o Luis escreve mais sobre o assunto), quando refletimos sobre a necessidade que temos de entender que o Reino de Deus não é apenas algo "por vir", mas algo que já teve início, a partir da morte e ressurreição de Cristo. A sua "im-plantação" (o vídeo nos fez pensar literalmente em "plantar") está nas mãos daqueles que já assumiram o compromisso com Ele. Pensando em uma trilha sonora para essa meditação, escolhi duas músicas:


    Epitáfio
    Sérgio Britto

    Devia ter amado mais
    Ter chorado mais
    Ter visto o sol nascer
    Devia ter arriscado mais
    Até errado mais
    Ter feito o que eu queria fazer
    Queria ter aceitado as pessoas como elas são
    Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração

    O acaso vai me proteger
    Enquanto eu andar distraído
    O acaso vai me proteger
    Enquanto eu andar...

    Devia ter complicado menos
    Trabalhado menos
    ter visto o sol se pôr
    Devia ter me importado menos
    Com problemas pequenos
    Ter morrido de amor
    Queria ter aceitado a vida como ela é
    A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier

    O acaso vai me proteger
    Enquanto eu andar distraído
    O acaso vai me
    proteger
    Enquanto eu andar...

    Devia ter complicado menos
    Trabalhado menos
    Ter visto o sol se pôr

    Você pode ter
    Sérgio Pimenta


    Você pode ter
    A casa repleta de amigos
    Paredes e pisos cobertos de bens
    Ter um carro do último tipo
    E andar conforme der na cabeça...
    Ou pode até ser
    Um cara que vive apertado
    Até mesmo dentro de um lotação
    Curtindo assim mesmo um fim de semana
    Ao andar conforme der na cabeça...

    Mas sempre será como folha no vento
    Esperando o momento de cair...
    Você pode ter tudo aquilo que sonhar
    Mas nunca terá a paz que existe lá dentro,
    Que não se encontra prá poder comprar
    Porque essa paz só tem a pessoa
    Que se encontra com Cristo