domingo, 1 de julho de 2007

You (Você)


Tivemos uma reflexão do Nooma You (Você), quando somos apresentados às circustâncias que rodearam a igreja cristã no seu início, perguntamos: "O que faz a fé cristã tão especial? O que ela tinha de única?". Falar de alguém que tinha vindo ao mundo por um nascimento virginal, fez milagres e ressuscitou não era tão inédito, os romanos tinham um deus com uma estória bem semelhante; falar de alguém que era chamado filho de Deus e estava à direita de Deus era falar também de um imperador romano que tinha o mesmo discurso.
"Esses primeiros cristãos crêem que a ressurreição de Jesus tinha implicações para o universo inteiro. Sua tradição dava a eles a visão de um mundo fragmentado e desesperadamente necessitado de um ajuste e que em algum ponto no futuro, Deus iria ajustar tudo novamente. Para eles, essa restauração futura não tinha nada a ver em deixar o mundo; tinha a ver como a renovação desse mundo... Eles viam a ressurreição de Jesus como o início desse movimento universal de restauração do mundo"

De fato era uma mensagem que entrava em conflito com a pax romana, enquanto o imperador invadia as regiões e se proclamava senhor sobre as regiões querendo estabelecer um novo equilíbrio mundial à força, os cristãos promoviam encontros semelhantes ao que Roma impunha (ekklesias) para proclamar que Jesus era o senhor e promover essa restauração através do amor, generosidade e serviço. Entre uma mensagem de paz pela imposição política e a mensagem de paz através de atos de amor, o que você preferia?
É irônico encontrar igrejas com uma mensagem cristã, mas com um teor de domínio, política ou imposição enquanto vemos que o que tornou o cristianismo universal, foi o serviço ao mundo.
"E isso tem uma dimensão pessoal bem profunda: Jesus salvou a mim, salvou a mim dos meus pecados, dos meus erros, do meu orgulho, da minha indiferença ao sofrimento desse mundo. Do meu cinismo e desespero, a fragmentação que vejo no mundo ao meu redor é um reflexo da fragmentação da minha própria vida... e a parte mais bonita é ver que pessoas como eu e você, quebradas, fracas, vulneráveis somos convidados a ser os pés e as mãos de Jesus que nos ama exatamente como somos, e nos ama ao ponto de querer nos tirar dessa situação"

As pessoas olhavam para a comunidade e viam Jesus presente, eles eram a prova de que Deus não tinha abandonado o mundo e por isso tinha levantado aquela comunidade. O evangelho era personificado em cada pessoa.
Nosso convite não é somente a participar da comunidade, mas a ser testemunha da ressurreição de Jesus e personificar o evangelho através de uma vida convertida a atos de amor e generosidade, a ser essa boa notícia que Jesus trouxe a esse mundo.
- Quais as implicações reais da ressurreição de Jesus à sua vida? Com que palavras você expressaria essas implicações?
- Se as pessoas nos virem como gastamos nosso tempo, como gastamos nosso dinheiro, o que amamos, quem amamos, você acha que eles veriam em nós que Jesus ressuscitou dos mortos?

domingo, 17 de junho de 2007

Superman - O Retorno

Nesta Sexta, o Roberto nos mostrou várias pontes que o filme Superman, o retorno, mostra da nossa cultura à História de Deus.
Dentre as várias perguntas que se levantam a respeito de se utilizar um filme para reconhecer o que a Bíblia fala, temos várias respostas também. Porém, sem querer fazer um tratado a esse respeito, acreditamos que a arte, incluindo as estórias que são contadas no mundo, refletem o interior dos artistas que as promovem e do povo que é representado pelo artista, por isso, nada melhor que levantarmos essas pontes para se aproveitar delas para mostrar o que Deus tem para cada um de nós, assim como Jesus fazia com as parábolas. No meu post a esse respeito em meu blog falo um pouco mais sobre isso.
O filme fala da volta do Superman depois de bastante tempo ausente de Metrópolis, e mostra um misto de reações entre o povo que vibra com a sua volta e a repórter Lois Lane, que se tinha se tornado bastante cética a respeito da sua necessidade como salvador da humanidade. A esse ceticismo, Superman responde que embora ela não reconheça a necessidade de um salvador para o mundo, ele, que consegue ouvir as vozes do mundo inteiro, ouve a todo o momento as pessoas clamando por um salvador. Me faz lembrar Jesus quando olhava para o povo e via como ovelhas que não tínham pastor.
O Roberto destacou também as palavras do pai do Superman, que, de uma forma até bem calvinista, detalha a natureza das pessoas do planeta Terra como pessoas que querem fazer o bem e não conseguem, e define a missão do Superman, seu único filho, como um líder que motive e modele o povo a fazer o que é bom. A Bíblia mostra Jesus como a luz do mundo, e nós, que à medida que abraçamos seu evangelho, como refletindo sua luz quando falamos da sua mensagem aos outros e ensinamos esse evangelho.
Finalmente, temos o papel do Lex Luthor, a quem o Superman vê como uma distorção doentia a respeito do que seria bom, que manifesta o desejo de promover a divisão do poder que o Superman tinha para as pessoas, mas ter uma remuneração desse trabalho. Como na queda do homem, quando o diabo prometeu que o Adão e Eva seriam como deuses se desobedecessem ao que Deus havia falado, depois disso, o diabo não estava mais sozinho em caminhar contra Deus, ele ganhou seguidores.
O Mundo precisa de um salvador, foi por isso que Jesus veio, para ser um exemplo do que significa ser gente, mas muito mais que isso, para ser seu Deus, para salvar-nos de nós mesmos e manifestar essa luz que está acessível a todo mundo.

sábado, 26 de maio de 2007

Check list para missão...

"O homem de quem haviam saído os demônios suplicava-lhe que o deixasse ir com ele; mas Jesus o mandou embora, dizendo: 'Volte para casa e conte o quanto Deus lhe fez'. Assim, o homem se foi e anunciou na cidade ineira o quanto Jesus tinha feito por ele. (Lucas 8:38,39)

Essa é a conclusão de quando Jesus curou um maluco que vivia pelado no cemitério com uma multidão de demônios. Ele estava curado, convertido e queria andar com Jesus, e Jesus o mandou para missão sem sequer ter alguma classe de catecúmenos decente, nem assistir a alguma aula de escola dominical nem sequer ter algum treinamento intensivo com alguns dos discípulos de Cristo!
Um exemplo desses parece me falar que nunca é cedo demais para ir à missão, talvez possa se chegar à um ponto de ser tarde demais no entanto. É interessante notar que muitos de nós que crescemos na igreja e crescemos assimilando bastante informação nas Escolas Dominicais não somos capazes de dar um testemunho decente a ponto de fazer o movimento do reino se multiplicar pelos grupos pequenos, grupos de jovens etc... Parece que sempre precisamos de algo mais, no entanto, o que vemos é que já temos tudo o que precisamos para a missão que Cristo nos deu, nosso checklist para a missão já está todo preenchido, não há mais nada o que esperar.
Na conferência em que estive da Mosaic, eles apresentaram um de seus valores personificado como o vento, representando o Espírito que sopra aonde quer, e o lema é que a missão É o motivo da igreja existir. Não há como imaginar alguém se integrando à igreja que não esteja integrada à sua missão.
Que Deus nos faça enxergar a nós mesmos como pessoas em missão onde quer que a gente esteja, a partir de já.

quinta-feira, 29 de março de 2007

Pedras no caminho... O relativismo


Lucas 15
Uma parábola da espiritualidade cristã
"O filho mais novo"

“Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente”. (Lc.15:13)
Henry Nouwen diz que a primeira fase que experimentamos em nossas vidas, é a experiência de ser o filho mais novo. É a fase, ou as fases da vida, caracterizadas por intensa atividade, acompanhada de profunda frustração, solidão e vazio. Apesar do reconhecimento, do sucesso, da popularidade, das conquistas, essa fase da nossa vida é marcada por cansaço e pela sensação de se sentir sem um lar. É quando pedimos para “sair” de casa.
Pedir para sair de casa em outras palavras é romper com a nossa própria história, com a nossa origem, com a nossa paternidade, com os nossos valores. A conversa entre o filho mais novo e o seu pai poderia ser assim descrita:

Pai: Filho eu te ofereço amor
Filho: Mas eu quero, desejo, experimentar o medo
Pai: Conviva com os seus limites e vulnerabilidades
Filho: Eu prefiro o poder e a manipulação
Pai: Faça como seu irmão mais velho, Jesus. Deixe suas dores e feridas lhe transformar em um curador ferido
Filho: Eu prefiro o sucesso, a individualidade
Pai: Olhe para a relação que seu irmão, Jesus, tem comigo, com o Espírito Santo e com os seus irmãos
Filho: Obrigado, prefiro a funcionalidade à vida comunitária. Prefiro o gosto do empreendedor de sucesso ao abraço fraterno e inútil.

ORAÇÃO: Deus me ajude a perceber que não há outro lugar além de ti onde eu possa encontrar a verdadeira realização. Livre-me de sair de casa em busca do nada. Mas se sair, que eu nunca me esqueça do seu abraço que me aguarda.

Roberto Ferreira

domingo, 11 de março de 2007

Precisamos de uma nova igreja?


Você está convidado

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Por uma Páscoa com significado

Ontem fui ao mercado e vi que já estão se preparando para a Páscoa, já estão preparando aquelas grades para preparar os tetos com ovos de chocolate. E você, qual sua preparação para a próxima Páscoa?
Tenho visto alguns exemplos interessantes de comunidades que estão aproveitando o período de Quaresma para dar um significado especial para a Páscoa, vi que o dia de cinzas assim como o período da quaresma vem de muito tempo na história da igreja cristã, infelizmente muitos dos protestantes tem ignorado essa tradição para se diferenciar históricamente da igreja que reformamos.
E digo infelizmente por causa dessa oportunidade que esse período pode trazer, tá certo que santificação é todo dia, tá certo que a busca a Deus deve ser diária, mas que tal tomarmos os próximos dias até a Páscoa para refletirmos a respeito de nós mesmos, no quanto estamos realmente santificando todo dia, ou o que temos provado com nossa vida o significado de ser cristão, ou o que significa o sacrifício de Jesus por nós, ou também no quanto nossa vida tem sido semelhante a Jesus. Há muito o que pensar.
Com a correria do todo dia, acabamos vivendo no automático com tantas coisas na cabeça, que às vezes nem paramos para pensar em tudo isso. Por isso que estou propondo retomar essa oportunidade interessante, emprestei de um outro blogueiro um plano de leitura bíblica dos quatro evangelhos até a páscoa, criei um blog para auxiliar-nos nesta leitura e abri um espaço ao lado no blog (O Desafio da Quaresma) atualizando-o das leituras do dia e das mensagens postadas nesse blog. Vou enviar à comunidade esse plano em um documento do Word e a quem mais me pedir nos comentários.
Convido você a caminhar comigo na leitura dos evangelhos como ponto inicial, dedique alguns dias com algumas disciplinas espirituais e se permita algumas surpresas de fazer muito mais do que você tem feito na sua vida cristã. Você vai ver o quanto essa Páscoa será especial, e é isso que desejo a todos nós.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Paixão e impulso

"O Reino dos céus também é como um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma pérola de grande valor, foi vendeu tudo o que tinha e a comprou" (Evangelho de Mateus 13:45 e 46)

A gente estava conversando sobre compras de impulso, aquelas que os marketeiros colocam produtos estratégicamente ao nosso alcance para despertar o desejo em uma hora que nossas defesas estão baixas para não resistir ao impulso de levar o produto para casa. Tem gente que até carro já levou por impulso!
Acho que essa passagem ilustra uma compra de impulso maior do que o cara que comprou um carro enquanto a esposa esperava na fila na frente do stand, ele viu que a pérola era valiosíssima, talvez possa ter pensado que não teria outra oportunidade de ter uma pérola de tal valor, e despertou-se o desejo, talvez sua respiração possa até ter aumentado, o coração bateu mais forte, ter aquela pérola valeria toda a riqueza que acumulara até então.
E Jesus comparou essa oportunidade ao Reino, à medida que o Reino está ao nosso alcance, a oportunidade é realmente inestimável, todo nosso esforço em seguir a Jesus valeria a pena. Essa nova realidade do Reino tem o valor de levar tudo aquilo que a gente tinha e era ao ocaso. Valeria a pena a ofegância por ele, valeria a pena perder o sono por ele. O Reino é mais do que tudo aquilo que a gente poderia ter e alcançar.
Uma outra coisa interessante nesse processo do merchant é sua reação, foi algo imediato, foi uma reação desmedida, apaixonada. Nosso crescimento em um ambiente protestante nos fez mais contidos, mais racionais. Só que infelizmente, as ações domadas e racionais não fazem heróis nem geram fatos históricos. O Reino é feito de passionalidade, precisamos resgatar nossa paixão pelo Reino, começar buscas apaixonadas pela Palavra, uma vida apaixonada de adoração, uma comunidade apaixonada pelo Reino, que só Deus sabe o que pode ocorrer.
Já vibramos por muita coisa que não vale 1% do nosso tempo, mas o Reino vale.
Minha oração é por uma comunidade apaixonada que tenha ações passionais pelo Reino em nosso bairro.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Trees - Árvores

Nesse nosso reencontro, refletimos a respeito do Nooma: Trees (Árvores), a pergunta que Rob Bell abre esta meditação como em um mundo de tantas coisas boas vieram a conviver com tanta tristeza e dor? O pastor vai ao livro de Gênesis e conta a história de como Deus criou o homem, a mulher após ter criado o mundo, Deus deu a eles um trabalho significativo de se associar a ele em cuidar desse mundo, havia uma árvore no meio do jardim que era a árvore do conhecimento do bem e do mal e lhes colocou as condições, que eles poderiam viver da forma que quisessem, ou da forma que Deus acharia melhor, a escolha era deles, mas não só deles, a escolha ainda é nossa.
Aí vamos até Apocalipse, onde Deus fala que torna todas as coisas novas, dá a cura às nações e nos permite ver uma eternidade onde todos se enterão, participaremos com Deus no cuidado desse mundo o qual também terá uma árvore.
A nova pergunta que surge é: se somos um ponto pequeno entre estas duas árvores, qual o propósito de tudo isso?
O pensamento religioso tem promovido como se vivêssemos um pedaço de existência hoje e tudo começaria do zero algum tempo depois, seja por reencarnação, seja por uma existência completamente nova em outro mundo etc. Restaria a nós desejar e esperar que um novo dia chegue para que as coisas recomecem algum dia. Mas o ensinamento de Cristo é mudarmos nossa vida hoje, vivermos a fé hoje e provarmos a beleza que Deus espalhou nesse mundo entre as coisas e as pessoas.
"Vivemos entre as árvores em um mundo cheio de Deus"
Alguns vêem a fé como um seguro de que nada mal vá acontecer após a morte ou a uma sala de espera para um próximo lugar, o que parece tirar o sentido dessa vida que vivemos agora. Mas para o que serve uma fé que não nos ajuda a viver hoje e não nos permite entender o momento que vivemos agora?. Os seguidores de Jesus são aqueles que trabalham para um mundo para o qual Deus pretendeu que fosse, um seguidor de Jesus nunca vai deixar de viver.
A gente tem aquela mania de esperar que tudo se arranje quando alguma coisa acontecer, já ouvi muita conversa de "quando o avivamento chegar ai...", mas as palavras de Cristo é de mudança da nossa vida hoje, não há o que esperar.
Que sejamos o tipo de pessoas que estão plantando as árvores do paraíso que Deus já está preparando.

Plantando a semente

Nesta sexta-feira, reiniciamos nossos encontros. Foi um momento muito especial afinal, depois de merecidas férias, nos reencontramos e pudemos estabelecer algumas metas para o futuro.
Ao pensar em algumas músicas para refletirmos, pensei no texto de Eclesiastes 11.7-10 e 12.1-8, quando o sábio reflete sobre sua existência, tudo que adquiriu e desfrutou. Leia o texto, medite nele e, se puder, leia o livro Quando tudo não é o bastante, do rabino Harold Kushner. Sem combinarmos, acredito que a idéia combinou muito com o vídeo que assistimos do Nooma (breve o Luis escreve mais sobre o assunto), quando refletimos sobre a necessidade que temos de entender que o Reino de Deus não é apenas algo "por vir", mas algo que já teve início, a partir da morte e ressurreição de Cristo. A sua "im-plantação" (o vídeo nos fez pensar literalmente em "plantar") está nas mãos daqueles que já assumiram o compromisso com Ele. Pensando em uma trilha sonora para essa meditação, escolhi duas músicas:


Epitáfio
Sérgio Britto

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
Até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me
proteger
Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr

Você pode ter
Sérgio Pimenta


Você pode ter
A casa repleta de amigos
Paredes e pisos cobertos de bens
Ter um carro do último tipo
E andar conforme der na cabeça...
Ou pode até ser
Um cara que vive apertado
Até mesmo dentro de um lotação
Curtindo assim mesmo um fim de semana
Ao andar conforme der na cabeça...

Mas sempre será como folha no vento
Esperando o momento de cair...
Você pode ter tudo aquilo que sonhar
Mas nunca terá a paz que existe lá dentro,
Que não se encontra prá poder comprar
Porque essa paz só tem a pessoa
Que se encontra com Cristo

domingo, 14 de janeiro de 2007

Mandaqui no Wikipedia

Esse post nem é um compartilhar, mas uma oportunidade.
Para quem não conhece, o Wikipedia é uma enciclopédia mundial montada na Internet através das informações que os próprios internautas colocam, você pode encontrar de tudo lá, parece que o Wikipedia em português já pode contar com mais de 100.000 artigos (a versão em inglês já conta com 1.000.000 de artigos). Com o desenvolvimento do site, o Wikipedia vai se tornar um site obrigatório nos Favoritos de todos os Internautas.
Descobri acidentalmente que há uma tentativa de se desenvolver definições sobre os bairros de São Paulo nessa enciclopédia, o bairro de Santana está de alguma forma inicialmente desenvolvido. O Distrito do Mandaqui ainda está no começo.
Que tal desenvovê-lo?

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007


As adversidades em 2.006 fizeram de você uma pipoca ou um piruá?

A transição de um tempo para outro, o final de um ano e o início de um novo tempo nos levam, muitas vezes, inconscientemente, a conferir o extrato da nossa caminhada. Avaliações, expectativas, novos projetos. Dentre as informações que recebemos no extrato está o registro de como lidamos com as adversidades, com os contra-tempos. Nesse tempo de fim-recomeço, a forma como lidamos com a vida vai se tornando um pouco mais visível e os seus efeitos também. Ao longo da vida algumas pessoas se tornam amargas, outras maduras.Quem me levou a refletir sobre esse tema, em Paulo, foi o Ricardo Agreste. Em sua série: Pra viver e não se arrepender, ele desenvolve algumas fontes de amargura e alguns princípios para lidar com essas adversidades, pois, não existe imunidade contra elas, enquanto aguardamos a eternidade. Essas observações estão na 2ª carta de Paulo a Timóteo, no capítulo 4. Provavelmente, as últimas palavras registradas do apóstolo.
I- Fontes de amargura:
§ gente íntima que abortou projetos e relacionamentos. O verso 10 diz que Demas, tendo amado o presente século, opta por romper com uma caminhada íntima com Paulo, abortar os sonhos comuns e sinalizar favoravelmente a última novidade. Provavelmente, Demas pula do barco motivado pela prisão de Paulo, pelo seu sofrimento em nome do evangelho.
§ acusações injustas - Alexandre, o latoeiro, é alguém que produz acusações indevidas a respeito de Paulo. A acusação é que Paulo não é integro. O que ele diz contradiz o que ele faz.
§ indiferença na adversidade (solidão) – Paulo diz que, na audiência preliminar de seu processo, todos fugiram como coelhos assustados e ninguém ficou ao lado dele. Além de estar sendo acusado injustamente, é difamado em sua própria comunidade e recebe de pessoas que ele doou tempo e energia, indiferença. Essa postura tem maior poder de amargar do que o ódio declarado. Diante desse quadro, a pergunta é: Paulo azedou? A amargura o prendeu em si mesmo ou ele superou, virou a página e continuou a caminhada? O texto mostra que Paulo optou pelo caminho da maturidade, do amor incondicional, do serviço, da maturidade.
II – Como lidar com as adversidades?
§ Paulo escreveu um novo capítulo (na sua história e na de quem o decepcionou). O verso 11 registra um pedido de Paulo que precisa ser entendido dentro do seu contexto. Marcos foi o pivô da separação intensa de Paulo e Barnabé. Paulo o considerava inadequado para fazer parte da sua equipe e tinha razões fortes para isso. Mas, agora, provavelmente 20 ou 30 anos depois, ele pede para Timóteo trazer a Marcos, porque ele fará parte de sua equipe ministerial.
§ Entregou a situação a Deus (integridade-reputação). A segunda parte do verso 14 mostra a serenidade e maturidade de Paulo. Diante de todas as acusações de Alexandre, ele não fica refém de sua reputação. A razão? Integridade: quem realmente somos diante de Deus e de nós mesmos nos faz descansar em Deus e deixar que ele cuide do que falam de nós.
§ Ele exercitou perdão. O verso 16 mostra que Paulo tomou uma decisão séria. Oferecer incondicionalidade para aqueles que tem uma história com ele. Paulo ora para que a atitude de indiferença, as acusações injustas, o abandono, sejam perdoados por Deus.Encerro com uma história de Rubem Alves, escritor de Campinas: Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre. Assim acontece com a gente. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos. Sem fogo, o sofrimento diminui e com isso a possibilidade da grande transformação. Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. É o milho de pipoca que se recusa a estourar. Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém.
As adversidades em 2.006 fizeram de você uma pipoca ou um piruá?

domingo, 7 de janeiro de 2007


Atenção: crianças a bordo!

Uma das preocupações constantes dos pais é a segurança dos filhos, certo? Bem, parece que quando o assunto é carro, a segurança dos pequenos é deixada um pouco de lado. Os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Saúde revelam que os acidentes de transporte foram a causa da morte de 2.183 crianças de até 14 anos em 2002. Elas representam 6,56% dos mortos em acidentes de trânsito daquele ano. Se seu filho nunca quer usar o cinto de segurança ou resiste quando você vai colocá-lo na cadeirinha e você cede, está na hora de aprender a dizer não. O fato das crianças serem transportadas soltas dentro do automóvel é o principal motivo que leva os acidentes desse tipo a terem conseqüências trágicas. Para você ter uma idéia, testes de colisão mostram que no momento de um impacto a 50 km/h, uma criança de 10 kg é arremessada para frente com uma força equivalente ao peso de um objeto de cerca de 500 kg.
Há ainda aqueles que acreditam que um bebê transportado no colo da mãe está seguro. Só para imaginar o tamanho do estrago no momento de um acidente: “O adulto pode esmagar o bebê ou então não conseguir segurá-lo, jogando-o contra outros passageiros, contra o vidro dianteiro ou para fora do veículo”, alerta Fabiana Kuriki, coordenadora de Comunicação da
ONG Criança Segura.
A lição número um que os pais devem aprender é que, no carro, o lugar das crianças menores de dez anos é sempre no banco traseiro. E usando o dispositivo de segurança adequado para seu tamanho, as famosas cadeirinhas. Descubra qual é o modelo de cadeirinha indicado para o seu filho na
tabela preparada pela ONG Criança Segura (www.criancasegura.org.br). A entidade também disponibiliza no site uma aula virtual, desenvolvida em parceria com o Instituto General Motors, que demonstra passo a passo como instalar os equipamentos.
Também preocupada com a segurança dos pequenos no trânsito, a
Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), (http://abramet1.locaweb.com.br/), em conjunto com a Sociedade Brasileira de Pediatria, elaborou a cartilha Segurança no Transporte de Crianças e Gestantes.

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Transformando olhos em ouvidos

Dicas de Soren Kierkegaard para ouvir a voz de Deus na leitura bíblica.

Retirado do livro Mentoria Espiritual de James Houston

  • Tenha uma abordagem relacional com a palavra de Deus e não meramente instrumental.
  • A Bíblia não é um manual, é uma pessoa, a verdade, o Filho de Deus, Jesus, a segunda pessoa da Trindade.
  • Crie um ambiente de silêncio para a palavra de Deus. Se não o fizermos, nos esqueceremos de que se trata da palavra de Deus que requer reverência e atenção ou então nos veremos incapacitados de ouvi-la por causa dos "ruídos" de nossas próprias inclinações culturais.
  • Considere a bíblia como o espelho em que vemos e respondemos àquilo que vemos de nós mesmos enquanto pecadores
  • A leitura bíblica deve nos levar a um profundo sentimento de convicção e de arrependimento pessoal
  • Faça uma leitura responsiva, para obedecê-la e praticar a verdade
  • Reconheça que a comunicação bíblica se faz por vias indiretas: o próprio Jesus falou por parábolas. Desse modo, a narrativa bíblica nos atrairá para dentro da própria história... A verdade não pode ser imposta, só pde ser internalizada de forma pessoal.

Adaptado por Roberto Ferreira

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Ouvindo a voz de Deus

Na sexta-feira passada conversamos sobre a importância de termos uma relação com Deus através de sua palavra. Uma equação foi proposta:Ouvir + compreender + agir= transformação= desafiar a outros
Conversamos sobre o texto de Esdras 7:10. Três verbos nos chamam atenção nesse texto: dispor, cumprir e ensinar.
A ação de Deus em nos levar ao encontro dele mesmo, pela sua palavra, fica claro. Disposição é algo que Deus coloca em nosso coração. É sempre uma iniciativa dele. Cumprir (executar, obedecer), desafiar a outros a conduzirem a vida diante da obscuridade das multiplas opções pelo facho de luz da palavra de Deus, é ação de Deus em nós também (Salmo 119:105). Há uma canção do Jorge Camargo, chamada integridade que exemplifica o que estamos falando. INTEGRIDADE: “... palavras que dão sentido ao que eu faço com atos que autenticam o que eu digo...”.
Três temas de Esdras e Neemias são encontrados nos decreto de Ciro (Esdras 1:2-4) como resultado da ação de Deus na história reconfigurando o cenário geopolítico da época. A reconstrução do templo, a comunidade como um todo á ativa no processo redentivo de Deus na história e a palavra escrita de Deus é uma ferramenta fundamental na realização dos seu mover. (Vale a pena dar uma olhada em Is. 43, quando Deus pergunta ao seu povo: “ Eis que faço coisas novas, por acaso não o percebeis”.
Um outro aspecto que chama a atenção é a consciência que Esdras possui sobre a razão do seu sucesso:o mover de Deus na história.

Deixei três perguntas para voltarmos a conversar um pouco mais no próximo sábado:

1.Defina, com o auxílio de um dicionário, os quatro verbos de Esdras 7:10 (dispor, buscar,cumprir e ensinar)

2. Como tem sido a sua relação com a palavra de Deus nos últimos tempos?
3. As suas conquistas passam pela convicção de que elas são uma conseqüência do mover de Deus na história?

Natal: Tempo de esperança...


Você já percebeu que muitos valores cristãos do Natal estão se perdendo ou se confundindo com valores e princípios da nossa cultura? Nessa convergência, 25 de dezembro, é uma data de celebração confusa e obscura. Se a analogia Natal – vida, Papai Noel – Deus, estiver correta, a época natalina assume um papel opressor em nossas vidas. Explico-me: O Papai Noel presenteia pessoas que foram boazinhas, que corresponderam às expectativas. Adicione a esse fato a cosmovisão da religiosidade que afirma ter a nossa redenção um caráter condicional. Deus nos aceitará quando as nossas vidas corresponderem as supostas expectativas dele (Deus). A moralidade, a justiça, a ética, a virtude passam a ter um fim em si mesma. Assumem um simulacro redentivo porque nos ilude com a convicção de que é possível construir uma relação com Deus através do desempenho. Natal é um tempo de esperança porque podemos parar, ouvir, refletir e compreender o que a espiritualidade cristã tem a nos dizer: a boa noticia (evangelho). Deus providenciou o pagamento da dívida que temos com ele, na pessoa do seu filho Jesus. Talvez isso não seja novidade para alguns de nós. Mas Deus também providenciou todas as condições para vivermos uma nova vida construída no amor incondicional do Rei do universo que nos ama de modo pessoal. Não é o que fazemos, é o que ele faz por nós, em nós e através de nós. A iniciativa é sempre dele. Essa perspectiva nos mostra que não precisamos viver com a culpa continua de não conseguirmos realizar o que queremos, experimentar as transformações que desejamos... Natal nos dá esperança de sermos libertos da sedução de uma cultura consumista, narcisista e individualista. Nossas conquistas produzem alegria em nós e isso é muito bom. No entanto, têm prazo de validade. Talvez aqui esteja a razão pela qual nunca estamos contentes com o que conquistamos. O que você pensa sobre isso?
Roberto Ferreira